Não existem registros exatos que datam o início do uso dos nomes hereditários, isto é, os nomes que eram passados de pai para filho, pois foi uma prática que se desenvolveu com o passar de centenas de anos, sabe-se apenas que os primeiros a adquirirem sobrenomes foram os chineses por volta do ano 2852 a.C., mas o uso moderno dos nomes hereditários é uma prática que se originou na aristocracia veneziana, na Itália, por volta do século X ou XI.
Os exploradores, voltando das terras Sagradas e passando pelos portos da Itália, tomaram nota deste costume e o espalharam pela Europa. A França, as ilhas Britânicas, e então a Alemanha e Espanha começaram a aplicar esta prática a fim de distinguir os indivíduos que haviam se tornado importantes. Pelos anos de 1370 já se encontra a palavra "sobrenome" em documentos, nas línguas locais.
O governo passou a usar cada vez mais documentos e deixar registrados seus atos entre todo o mais. Assim cada vez mais foi importante identificar com exatidão as pessoas. Em algumas comunidades nos centros urbanos, os nomes próprios não eram mais suficientes para distinguir as pessoas. No campo, com o direito de sucessão hereditária de terras, era preciso algo que indicasse vínculo com o dono da terra, para que os filhos ou parentes pudessem adquirir a terra, já que qualquer pessoa com o mesmo nome poderia tentar se passar por filho. Acredita-se que até o ano de 1450 a maior parte das pessoas de qualquer nível social tinha um sobrenome hereditário, fixo. Este sobrenome identificava a família, provendo assim uma ligação com o passado desta família, e preservando sua identidade no futuro.
Não é surpresa o fato de que antigamente a prioridade das famílias era ter filhos homens, para manter o nome, afinal, os filhos homens eram quem passava o sobrenome para as novas gerações, e era muito desgosto para uma família não ter nenhum descendente homem.
No começo dos séculos XV e XVI os nomes de família ganharam popularidade na Polônia e na Rússia. Os países escandinavos, amarrados ao seu costume de usar o nome do pai como segundo nome, não usaram nomes de família antes do século XIX. A Turquia esperou até 1933, quando o governo forçou a prática de sobrenomes a ser adotada em seu povo.
Os sobrenomes foram primeiramente usados pela nobreza e senhores feudais, e pouco a pouco foram adotados por comerciantes e plebeus. Os primeiros nomes que permaneceram foram aqueles de barões e latifundiários, que receberam seus nomes a partir de seus feudos ou propriedades. Estes nomes se fixaram através da hereditariedade destas terras. Para os membros da classe média e trabalhadores, como as práticas da nobreza eram imitadas, começaram a usar assim os sobrenomes, levando a prática ao uso comum.
No Brasil os nossos ancestrais nascidos antes de 1800 escolhiam os sobrenomes dentre muitos sobrenomes dos ancestrais de seus pais, amigos, ou até mesmo de lugares. Assim, os vários irmãos de uma mesma família, normalmente tinham cada um sobrenomes diferentes. Além disso também é muito comum encontrar os nomes registrados de maneiras bem diferentes em vários documentos, por exemplo: Souza (sa) Muniz (is), sendo assim, a pesquisa genealógica acaba se tornando bastante complicada.
Somente no começo do século XIX é que os pais começaram a manter seus sobrenomes e a situação começou a melhorar. Portanto você poderá encontrar na sua pesquisa genealógica, muitas variações dos nomes na mesma família, sem contar que muitos imigrantes antes desse período, e era um padrão usado naquela época, escolhiam o nomes de seus filhos na hora do batismo, seguindo mais ou menos as variações abaixo:
Fonte : http://www.genealogiafreire.com.br, em 2005.