No século XIX ocorreram grandes modificações políticas e econômicas na Europa. Terminadas as guerras napoleônicas, o Congresso de Viena (1814/1815) estabeleceu arbitrariamente novos estados, formas de governo e alianças, sem escutar os povos a eles submetidos. Após o Congresso de Viena a Itália ficara dividida em 7 estados, os cinco primeiros subordinados à áustria:
Na primeira metade do Século XIX surgiu um movimento de patriotas italianos visando a unificação da península. unificação da península. Esta unificação deveria restaurar a Itália, colocando-a na posição de que outrora desfrutara perante outros povos. Os idealistas jovens, sob a direção de Mazzini, pretendiam uma república, e os de concepção religiosa queriam uma federação sob a chefia do Papa. Entretanto, muitos nacionalistas achavam que o ideal seria a monarquia constitucional, partindo do reino da Sardenha. Esta tendência predominou.
OS PASSOS DA UNIFICAÇÃO
1859 - A Lombardia será anexada com ajuda francesa (Guerra da França contra a Austria, como apoio à Itália).
1860 - Os Ducados de Parma, Modena e Toscana vão ser anexados, através de um plebiscito.
1861 - O Reino das Duas Sicilias é anexado por Garibaldi.
1866 - A parte de Veneza é anexada com ajuda prussiana (Guerra entre Austria e Prussia, sendo a Itália aliada desta última).
Restavam apenas os "Estados da Igreja" a serem anexados, ao que o Papa Pio IX se opôs, apoiado pelo imperador francês, Napoleão III. Em 1870, todavia, Napoleão III é forçado a retirar os soldados que garantiam o Pontífice, em vista da guerra Franco-Prussiana, e então Vitor Emanuel efetivou a unificação tomando o título de Vitor Emanuel II. Este fato originou a "Questão Romana", face à oposição do papa ao governo italiano.
Os territórios de Trento e Trieste, sob o domínio austríaco, só são incorporados ao Estado italiano com o fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918).
Em 1929, através do Tratado de Latrão, entre o Papa Pio XI e Benito Mussolini (governo fascista) a pendência ficou resolvida. O Papa permaneceu como soberano do Vaticano, renunciando às possessões que anteriomente dominava.
A REALIDADE
Terminada a luta, o sonho de paz e prosperidade foi substituído por uma dura realidade: batalhões de desempregados e camponeses sem terras não tendo como alimentar a si nem as suas famílias. A Revolução Industrial, com o advento das máquinas, substituiria o trabalho do homem, com muito mais lucro e perfeição. A solução foi emigrar em busca de novas terras não exploradas e ricas.
A primeira viagem de imigrantes aconteceu no dia 3 de Janeiro de 1874, às 13 horas, do porto de Gênova, em navio a vela, o La Sofia na expedição de Pietro Tabachi, e a segunda pelo Rivadávia, ambos de bandeira francesa. Oficialmente, a imigração teve inicio no Brasil com a chegada do navio Rivadávia que aportou em 31 de Maio de 1875, com 150 famílias italianas.
Em 20 de julho de 1895, o Governo Italiano proíbe terminantemente a emigração para o Espírito Santo. Esta medida foi consequência do relatório enviado pelo Consul da Itália neste Estado, apontando as dificuldades que o imigrante era obrigado a suportar: má alimentação, abusos da polícia e justiça incerta, insalubridade do clima, deficiência de serviços médicos e escolares, demora excessiva na medição dos lotes e divisão de terras, etc.
Fonte : http://www.famigliacasotti.kit.net/historia.htm, em 20/02/2006.