GENEALOGIA DA FAMILIA PAIZAN

IMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Portugal têm sido desde o século XV um país de emigrantes, fato que acabou por condicionar toda a sua história.

Nos século XV e XVI a emigração portuguesa dirigiu-se sobretudo para as costas do norte de África (Marrocos), ilhas atlânticas (Açores, Madeira, São Tomé, Cabo Verde, Canárias) e depois da descoberta do caminho marítimo para a Indía (1498) espalha-se pelo Oriente, mantendo-se muito ativa até finais do século XVIII.

Os registros da imigração portuguesa apareceram no século XV mas se tornaram mais regulares a partir do século XIX. Em meados do século XVI aumenta a emigração para o Brasil, o qual acaba por se tornar no século XVII no principal destino dos portugueses, o que se manterá sem grandes oscilações até finais dos anos 50 do século XX. Nos primeiros dois séculos de colonização vieram para o Brasil cerca de 100 mil portugueses, uma média anual de 500 imigrantes.

No século seguinte, esse número aumentou: foram registrados 600 mil e uma média anual de 10 mil imigrantes portugueses. O ápice do fluxo migratório ocorreu na primeira metade do século XX, entre 1901 e 1930: a média anual ultrapassou a barreira dos 25 mil.

No final do século XIX os portugueses começam a procurar ativamente novos destinos alternativos ao Brasil, quer na Europa, quer no outro lado do Atlântico. Ao longo do século XX, fora da Europa, espalharamm-se pelos EUA, Argentina, Venezuela, Canadá, Austrália, etc. O fluxo emigratório para África também aumentou, em especial para Angola, Moçambique e outras regiões da África Austral e da África do Sul, Zimbabwe ou o Congo.

A origem sócio econômica do português imigrante é muito diversificada: de uma próspera elite nos primeiros séculos de colonização, passou-se a um fluxo crescente de imigrantes pobres a partir da segunda metade do século XIX. Estes últimos foram alvo de um anedotário pouco condizente com a rica herança cultural que nos deixou o português.

Na história da imigração portuguesa podem ser consideradas quatro fases :







Parte II

© Trabalho desenvolvido e mantido por Rogerio Paysan.