IMIGRAÇÃO ITALIANA
Os territórios de Trento e Trieste, sob o domínio austríaco, só são incorporados ao Estado italiano com o fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918).
Em 1929, através do Tratado de Latrão, entre o Papa Pio XI e Benito Mussolini (governo fascista) a pendência ficou resolvida. O Papa permaneceu
como soberano do Vaticano, renunciando às possessões que anteriomente dominava.
A REALIDADE
Terminada a luta, o sonho de paz e prosperidade foi substituído por uma dura realidade: batalhões de desempregados e camponeses sem terras não
tendo como alimentar a si nem as suas famílias. A Revolução Industrial, com o advento das máquinas, substituiria o trabalho do homem, com muito
mais lucro e perfeição. A solução foi emigrar em busca de novas terras não exploradas e ricas.
A primeira viagem de imigrantes aconteceu no dia
3 de Janeiro de 1874, às 13 horas, do porto de Gênova, em navio a vela, o La Sofia na expedição de Pietro Tabachi, e a segunda pelo Rivadávia,
ambos de bandeira francesa. Oficialmente, a imigração teve inicio no Brasil com a chegada do navio Rivadávia que aportou em 31 de Maio de 1875,
com 150 famílias italianas.
Em 20 de julho de 1895, o Governo Italiano proíbe terminantemente a emigração para o Espírito Santo. Esta medida foi consequência do relatório
enviado pelo Consul da Itália neste Estado, apontando as dificuldades que o imigrante era obrigado a suportar: má alimentação, abusos da polícia
e justiça incerta, insalubridade do clima, deficiência de serviços médicos e escolares, demora excessiva na medição dos lotes e divisão de terras,
etc.
Fonte : http://www.famigliacasotti.kit.net/historia.htm, em 20/02/2006.